jueves, 18 de diciembre de 2008

Empregos do Brasil: Indústria paulista fecha 34 mil vagas e emprego cai 1,46% em novembro

O nível de emprego na indústria paulista registrou em novembro queda de 1,46% ante o mês de outubro, com fechamento de 34 mil postos de trabalho. Dados da Federação da Indústria do Estado de São Paulo (Fiesp) mostram que, com ajuste sazonal, a queda foi de 0,19% no período analisado.

No acumulado dos primeiros onze meses do ano a alta é de 5,66%, com a criação de 123 mil vagas. Já nos 12 meses encerrados em novembro o avanço é mais modesto, de 2,16%, com 47 mil empregos novos.

Segundo Paulo Francini, diretor do Departamento de Pesquisas Econômicas (Depecon) da Fiesp, o resultado de novembro "causa preocupação" devido ao comportamento generalizado de demissões em muitos setores da indústria, o que ele chama de "espraiamento dos setores atingidos pelo vírus da crise".

Considerando o dado sem ajuste sazonal, a queda de 1,46% foi a segunda mais forte para meses de novembro na série desde 2003, perdendo somente para novembro de 2006, quando a queda do emprego no setor em São Paulo chegou a 1,63%.

Do total de postos eliminados em novembro, apenas 25% partiram das lavouras e usinas de cana de açúcar do Estado. Embora seja grande empregador temporário, foi o conjunto de outros setores que respondeu por 75% dos postos fechados no mês passado.

Francini acredita, no entanto, que o setor sucroalcooleiro ainda deve fechar cerca de 60 mil vagas em dezembro, por conta da entressafra, e outros 20 mil postos devem ser cortados nos demais setores. Com isso, a indústria paulista deve fechar 2008 com alta de apenas 1,5% no nível de emprego - contra expansão de 5% em 2007 -, o que representa criação de 40 mil postos de trabalho.

"Pode ser que, no início de 2009, a indústria não tenha o comportamento típico de recuperação das vagas", sinalizou o dirigente.

Se em outubro apenas 10 dos 21 setores analisados haviam demitido, no mês passado foram 14 setores que reduziram a folha de pagamentos. Apenas cinco contrataram e dois setores mantiveram o quadro.

Os setores que mais demitiram no mês foram couro, artigos de viagem e calçados (-3,30%), seguido da indústria de borracha e plástico (-2,78%) e de produtos de metal (-2,49%). Continuaram contratando o setor de máquinas de escritório e equipamentos de informática (1,82%), produtos químicos (0,36%) e coque, refino de petróleo, combustíveis nucleares e álcool (0,28%).

Dentre outros setores relevantes na indústria paulista, na indústria de veículos automotores, reboques e carrocerias o emprego caiu 2,04%, em alimentos e bebidas a baixa foi de de 2,49% e no setor de máquinas e equipamentos houve queda de 1,75%.

Na análise das diretorias regionais, a cidade de Sertãozinho foi a que apresentou maior queda do nível de emprego, de 17,67% em relação a outubro, afetada por demissões na indústria de produtos alimentares e de metalurgia.

Via: Empregos

martes, 16 de diciembre de 2008

Empregos: Emprego cai 0,1% na zona do euro no terceiro trimestre

SÃO PAULO - O número de pessoas empregadas na zona do euro caiu 0,1% no terceiro trimestre de 2008, com relação ao indicador do trimestre anterior. Segundo dados agência de estatísticas Eurostat, essa queda, ajustada sazonalmente, significa que cerca de 80 mil pessoas da região perderam seus empregos no período. No segundo trimestre deste ano, o emprego tinha apresentado um aumento de 0,2%.

Os países que apresentaram pior resultado no período foram a Lituânia, com queda de 1,9% no número de pessoas empregadas, a Espanha, com declínio de 0,8% e Portugal, que registrou recuo de 0,7% no indicador.

Já a República Tcheca (+0,4%), a Eslováquia (+1,5%) e a Alemanha (+0,3%), foram os países que apresentaram os maiores aumentos no número de pessoas empregadas no terceiro trimestre.

Na União Européia como um todo, o índice de emprego ficou estável com relação ao segundo trimestre, no qual havia registrado aumento de 0,1%.

A agência de estatísticas estima ainda que, no terceiro trimestre, 226,7 milhões de pessoas estavam empregadas no bloco europeu, dos quais 146,1 milhões eram da zona do euro.

Quando comparado com o mesmo período do ano passado, no entanto, o indicador é positivo. A pesquisa mostra um crescimento de 0,8% de pessoas empregadas na zona do euro e de 0,1% na União Européia.

Via: Empregos

Mais empregos: Centrais sindicais pedem garantia de manutenção de empregos

As centrais sindicais sul-americanas pedirão aos chefes do Estado da região que exijam garantia de manutenção de empregos das empresas que vêm recebendo apoio governamental para enfrentar a crise financeira internacional. As chamadas contrapartidas sociais estarão no centro do documento final da Cúpula Sindical da América Latina, que será realizada nesta segunda-feira em Salvador (BA). O objetivo do encontro é construir uma plataforma comum para os trabalhadores do continente. É fato que a crise financeira atinge muito fortemente e quase imediatamente os trabalhadores, frisa Massias Neto, da Central única dos Trabalhadores (CUT). Queremos que continue esse processo de crescimento da economia, queremos que os governos se esforcem para que a economia não entre em recessão, mas queremos que isso seja feito preservando o emprego, protegendo os direitos dos trabalhadores e exigindo contrapartidas sociais de todas as empresas que recebam qualquer apoio governamental, afirma. Os sindicalistas ponderam que de nada adianta salvar indústrias ou bancos do sufoco se isso não evitar demissões - o que demandaria iniciativas públicas de proteção social. No âmbito do Mercosul, além do emprego, o foco das centrais sindicais é o processo de integração produtiva que finalmente começa a ganhar estímulo com a criação de grupos de trabalho setoriais e o lançamento na Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul - que ocorre amanhã (16) na Costa do Sauípe - do Fundo para Pequenas e Médias Empresas do Mercosul. "Achamos que a integração produtiva faz com que os benefícios da integração se espalhem por todos os países e todas as regiões e, nesse momento, pode e deve ser um instrumento de enfrentamento da crise pois garante incentivo dos governos a mais setores, resume. As centrais entregarão aos presidentes do Mercosul uma carta com questões que atingem os trabalhadores do bloco. Ainda está em negociação com os governos a apresentação do documento mais amplo à Cúpula da América Latina e do Caribe sobre Integração e Desenvolvimento (Calc), que começa amanhã e vai até quarta-feira (17), também no Sauípe, com 33 chefes de Estado.

Via: Empregos

Empregos do Brasil: SecTec aposta em convênio para gerar mais empregos

Um convênio firmado hoje entre o Governo de Goiás, o Estado de São Paulo e a Fundação Roberto Marinho para a certificação do Telecurso Tec, marca o pioneirismo no apoio ao ensino técnico à distância. A solenidade, realizada às 11 horas no Palácio Pedro Ludovico Teixeira, contou com a presença do governador Alcides Rodrigues, do secretário de Ciência e Tecnologia, Joel Braga Filho, diretores da Fundação, Nelson Santonieri e Patrícia Hockensmith, e do diretor do Centro de Educação Estadual Paula Souza (SP), Renato Saldini, entre outras autoridades.

O Telecurso Tec já foi implantado no Estado de São Paulo, tendo formado este ano 22 mil pessoas. A previsão é formar 44 mil pessoas na modalidade em 2009. Em Goiás, a certificação dos cursos será compartilhada entre a Secretaria de Ciência e Tecnologia e o Centro de Educação Tecnológica Paula Souza, com anuência dos Conselhos de Educação dos dois Estados.

Na assinatura do convênio, o governador Alcides Rodrigues assegurou total apoio do Governo de Goiás à iniciativa e afirmou que vai estimular empresários e prefeitos a montarem salas do Telecurso Tec, com aquisição do material didático e flexibilização de horário para que servidores façam o curso e monitoria de apoio.

Desafio

Conforme o secretário Joel Braga Filho, com o convênio Goiás dará um salto de cinco anos na formação técnica de jovens e adultos. A expectativa é de que sejam formados em 2009 cerca de 20 mil técnicos nos três cursos que estão sendo oferecidos: Administração Empresarial, Gestão de Pequenas Empresas e Secretariado/Assessoria. Ele anunciou que a Secretaria de Ciência e Tecnologia vai montar um tira-dúvida 0800 para apoiar os estudantes.

Joel Braga Filho conclamou os prefeitos dos 246 municípios goianos que tomam posse em janeiro a apoiarem o Telecurso Tec como forma de preparar o Estado para os desafios do crescimento com qualidade de vida. “Sabemos que um dos grandes problemas atuais é o desemprego. E a única forma de combatê-lo é investir na qualificação da mão-de-obra”, frisou.

Nelson Santonieri, da Fundação Roberto Marinho, destacou o pioneirismo de Goiás ao apoiar essa modalidade de ensino. Já o diretor do Centro de Educação Tecnológica Paula Souza, Renato Saldini, frisou que a qualidade dos cursos é garantia de formação profissional para atender às demandas de um mercado cada vez mais exigente.

Via: Empregos